A diretora geral da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), Tatiana Faria, e o diretor do Centro Internacional de Estudos do Método APAC (CIEMA), Valdeci Antônio Ferreira, concluíram algumas visitas institucionais às unidades da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) no estado do Maranhão. A visita resultou em um diagnóstico abrangente e positivo sobre o cenário local, consolidando avanços expressivos na aplicação da metodologia e identificando as principais metas para o fortalecimento da rede nos próximos anos.
Durante o itinerário, visitaram as unidades de Timon, Pedreiras, São Luís, Itapecuru-Mirim, Viana (masculina e feminina), Imperatriz e Bacabal. A avaliação geral destacou uma evolução notável na maioria dos polos visitados, sobretudo no compromisso das diretorias locais, no fortalecimento das equipes de funcionários e na consolidação de um corpo voluntário robusto e atuante. O Maranhão é o segundo estado com maior número de APACs no Brasil. No aspecto pedagógico e de saúde, mostrou grande avanço, apresentando um número expressivo de recuperandos em pleno desenvolvimento escolar, incluindo a conclusão dos ensinos fundamental e médio, além de indivíduos cursando o ensino superior. O estado também se diferenciou pelo avanço no atendimento à saúde física, mental e bucal, concentrando três das quatro APACs do país que contam com equipes multidisciplinares completas.

No que diz respeito à infraestrutura, a comitiva testemunhou avanços estruturais importantes, como a operação de novas sedes, inaugurações de celas e a ampliação da capacidade de atendimento, com destaque para a capital, São Luís, que hoje atende a mais do que o dobro de recuperandos em relação a períodos anteriores. Unidades como Timon e Pedreiras conseguiram ajustar suas operações e seguem expandindo seus espaços físicos de forma qualificada. Avanços semelhantes em melhorias prediais e ampliação de vagas também foram constatados em Itapecuru e na ala masculina de Viana.
Para a diretora geral da FBAC, Tatiana Faria, a missão no estado teve uma relevância imensa sob diversos aspectos. “Tivemos a primeira oportunidade de realizar um simpósio sobre a APAC na sede do Tribunal de Justiça do Maranhão, contando com vários representantes de APACs”, destacou. Tatiana ressaltou ainda que o momento foi essencial para homenagear personalidades fundamentais para o movimento, que ajudaram a abrir portas para as APACs no governo federal e em outros estados. “Foi também uma oportunidade de avançar na consolidação da política pública no estado, considerando as agendas no Tribunal de Justiça e no Conselho Penitenciário, instituições de vital importância para o sistema de justiça e essenciais para a expansão e o aprimoramento das APACs”, complementou a diretora, afirmando ter certeza de que a missão renderá muitos frutos.

Realizado na sede do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), o simpósio referenciado pela diretora representou um marco para o fortalecimento do Método APAC no estado. O evento consolidou novos avanços para a política de execução penal maranhense, reunindo representantes das unidades, autoridades e membros da sociedade civil em um esforço conjunto para expandir, aprimorar e garantir a sustentabilidade das práticas de ressocialização e humanização da pena na região.
Para além das análises de engenharia e dados institucionais, Valdeci Ferreira ressaltou o impacto humano e a atmosfera de transformação percebida em todo o giro pelo estado, onde foi acolhido com manifestações culturais e artísticas organizadas pelos próprios recuperandos. O diretor concluiu, reforçando que, independentemente dos desafios estruturais de cada localidade, a essência do modelo cumpre seu papel primordial, sendo perceptível o sentimento de gratidão e a vibração por uma oportunidade real de reintegração social, o que reafirma as APACs como polos de verdadeira esperança para o sistema de justiça criminal.












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