Após meses de negociação, a comissão composta por integrantes da sociedade civil concluiu o estatuto da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), que será apresentado na próxima sexta-feira, para formalizar a criação da entidade. A associação tem como objetivo ajudar na ressocialização dos presos e diminuir a população carcerária de Caruaru, que possui 1.050 detentos em um espaço para 98.
A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Minas Novas realiza do dia 23 a 25 de abril o I Seminário de Estudos sobre o Método Apac – Formação de Voluntários, que tem como principal objetivo divulgar a metodologia da Associação, de modo que mais voluntários sejam mobilizados. O evento conta com o suporte do Projeto Novos Rumos na Execução Penal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais(TJMG) e da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC).
Verdadeiramente uma inovação na Execução Penal, a metodologia apaqueana se traduz numa esperança viva para a viabilização de uma política voltada para a defesa social, indo muito mais além do mero aumento dos recursos para a melhoria e ampliação do efetivo policial e dos presídios comuns, buscando propiciar condições para a recuperação e reinserção dos indivíduos que cumprem pena privativa de liberdade.
“Ter estado aqui me fez acreditar que podemos mais e mais! Força, fôlego e fé”.
Esta foi a mensagem deixada para os recuperandos da APAC Nova Lima por Roberto Carlos Ramos, reconhecido como o maior contador de histórias do mundo e que esteve na instituição no dia 15, fazendo palestra para recuperandos e convidados.
Faça das migalhas sadias pedras preciosas. Queira que seus passos entrem em compasso com a vida. Que a esperança ressurja, continuamente sem resquícios de nenhuma espécie.
Se a execução da pena não estiver voltada para a recuperação de quem cumpre pena privativa de liberdade, melhor não prender. No Brasil, não se cumpre a função social da pena, que prevê a socialização do presidiário. Por que o cidadão foi condenado? Não basta dizer apenas que, com certeza, ele cometeu um delito. Precisamos saber porque a pessoa fez isto ou aquilo de errado, desrespeitando o direito do outro.
Devemos comunicar sempre que julgamos interessante, qualquer fato novo que ocorra na APAC, para que possamos aprender uns com os outros.