Representantes da organização financiadora canadense cumpriram um roteiro intenso de imersão por unidades mineiras e testemunharam a força da execução penal humanizada e da metodologia de ressocialização.

O Método APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) cruzou mais uma vez as fronteiras internacionais para emocionar e impressionar quem trabalha pelo fortalecimento da justiça restaurativa no mundo. Entre os dias 21 e 24 de junho, uma comitiva da Fundação Charis do Canadá, importante organização financiadora e parceira estratégica global da Prison Fellowship International, cumpriu uma intensa agenda de visitas técnicas em Minas Gerais. O resultado da imersão superou as expectativas institucionais, transformando-se em uma jornada de profundo encantamento e renovação de laços.

Brad, representante da Fundação Charis, não escondeu o impacto gerado ao ver de perto a rotina e a dignidade com que a metodologia trata as pessoas privadas de liberdade. Em um depoimento emocionante, ele destacou a atmosfera de transformação que testemunhou nas unidades:

“Passamos algum tempo aqui no Brasil vendo o que Deus está fazendo, e é incrível. É fascinante a forma como há esperança, cura, paz, novidade e propósito surgindo aqui. É maravilhoso ver o que acontece quando aqueles que estão encarcerados são tratados com dignidade e respeito. Deus está aqui no sistema APAC.”

Um roteiro de imersão e governança

Coordenada de perto pela Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), a agenda teve como foco apresentar o Método e acompanhar a execução de programas estruturantes baseados na espiritualidade e na valorização humana.

A jornada internacional começou formalmente na segunda-feira (22), quando a comitiva seguiu para Pará de Minas, realizando uma breve visita à Penitenciária Pio Canedo. Na sequência, o grupo rumou para a APAC de Betim. Lá, além de conhecer as instalações, os visitantes participaram de um almoço com pais e crianças atendidas pelo programa Caminhos da Promessa, estreitando laços com a comunidade local.

Já na terça-feira (23), o destino foi a APAC Masculina de Itaúna, berço do Método. A comitiva canadense realizou uma visita guiada e almoçou com os homens que participam do programa A Viagem do Prisioneiro. Logo após, visitaram a sede do escritório da FBAC para reuniões institucionais e alinhamentos de governança.

Para coroar a agenda, o grupo seguiu para a APAC de Divinópolis, onde pôde testemunhar o ápice do tratamento humanizado: a cerimônia de formatura de mais uma turma do programa A Viagem do Prisioneiro. O momento foi marcado por abraços, celebração e o testemunho vivo de que “Ninguém é irrecuperável”.

Impacto que cruza fronteiras

As visitas in loco realizadas por parceiros como a Fundação Charis são fundamentais não apenas para a validação da transparência e seriedade com que a FBAC conduz a governança do método, mas também para impulsionar a expansão internacional da metodologia.

Ao verem de perto as oficinas de marcenaria, o respeito mútuo, a disciplina e a forte base espiritual que sustentam as APACs, os financiadores externos retornam para seus países de origem munidos de evidências reais de que a humanização do sistema prisional é o caminho mais eficiente para a restauração social.

Com as malas cheias de histórias de transformação e o coração tocado pelo calor e acolhimento dos recuperandos, a comitiva da Fundação Charis despediu-se do Brasil nesta quarta-feira (24). O convite deixado por Brad ecoa agora como um chamado global: “Para quem nunca esteve em uma APAC antes: venha e veja por que este método e a forma como as coisas acontecem aqui são tão diferentes, únicos e incríveis.”

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