O sistema penitenciário do Paraguai deu um passo revolucionário e histórico rumo à humanização do cumprimento de pena e à restauração de vidas. Em uma união que celebra a fé, o compromisso social e a dignidade humana, a APAC Paraguai formalizou um convênio de cooperação com a Fundação Kuña Mimbi Paraguay. A parceria foi chancelada pela presidente da fundação, Gloria Lafuente de López, e pelo Felix Duarte Dupont, principal liderança e voz do Método APAC no país vizinho.
A aliança estratégica visa a implementação de um modelo profundamente inovador no país: a primeira unidade feminina da APAC no Paraguai, além da expansão das estruturas masculinas já existentes. O projeto nasce com a missão de oferecer às pessoas privadas de liberdade a oportunidade de reescreverem suas histórias com base no trabalho, na educação, na valorização humana e no acolhimento familiar.
O Impacto na Realidade das Mulheres Presas
O coração deste novo convênio bate forte pela causa das mulheres encarceradas. O projeto da APAC Feminina paraguaia foi planejado inicialmente para acolher 60 recuperandas, com uma projeção de expansão futura para até 100 vagas.
De acordo com o Felix Dupont, em entrevista exclusiva, o foco principal será o atendimento personalizado para mitigar as dores mais profundas do cárcere feminino. No modelo tradicional, as mulheres enfrentam o severo estigma do abandono familiar, a dor da separação de seus filhos e a deterioração drástica de seus vínculos afetivos. A metodologia APAC entrará justamente para blindar e curar essas relações, oferecendo um ambiente seguro onde a dignidade possa ser preservada enquanto cumprem suas sentenças de forma produtiva.
Da Burocracia à Consolidação como Política Pública
A expansão da metodologia no Paraguai tem superado importantes barreiras burocráticas e conquistado a confiança do governo local. O Ministério da Justiça do Paraguai já apoia a integração da APAC como uma política pública oficial, enxergando no modelo uma barreira eficiente contra problemas sistêmicos comuns nas prisões da América Latina, como a corrupção, a entrada de armas e o tráfico de drogas.
O projeto da unidade feminina encontra-se agora em fase avançada de formalização de documentos. O terreno para a construção já recebeu aprovação verbal das autoridades e os planos arquitetônicos tramitam na Diretoria de Obras do Ministério para garantir o uso exclusivo da metodologia.
“Estamos fazendo uma grande obra”
Apesar dos trâmites complexos e dos desafios administrativos diários, Felix Dupont mantém o coração focado no propósito do projeto. Ao alinhar as próximas etapas com as equipes de voluntários, ele relembrou a passagem bíblica de Neemias para injetar ânimo e resiliência a todos os envolvidos no processo.
“Estamos erguendo muros de esperança onde antes só existia desamparo. Nosso papel é estender a mão para que essas pessoas reconstruam suas vidas com responsabilidade e propósito”, destacou o Sr. Dupont.
A liderança da APAC Paraguai segue em constante comunicação com a FBAC, atualizando o progresso dos trâmites para que a experiência brasileira continue a servir de farol para a expansão do Método internacionalmente.
Com o apoio do voluntariado, de organizações civis como a Fundação Kuña Mimbi e o suporte do poder público, o Paraguai consolida-se como uma das grandes potências na aplicação da justiça restaurativa e na redução real da reincidência criminal.












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