Durante os dias 22 a 25 de setembro, uma visitante de Londres, Sra. Deborah Goddard, esteve em Minas Gerais para conhecer in loco o Método APAC.
Atualmente trabalhando como capelã em uma prisão para jovens de 15 a 20 anos em Londres, Deborah veio conhecer como funciona a metodologia e reunir o maior número de informações, materiais e experiências empíricas, para então apresentar às autoridades e pessoas que estejam interessadas em conhecer e implantar APACs na Inglaterra.
Na cidade de Itaúna/MG, ela pôde conhecer as unidades masculina e feminina, onde teve a oportunidade de aprender de modo sucinto a organização da APAC, os 12 elementos do Método, entrevistou recuperandos, funcionários, voluntários, tirou várias dúvidas, entre outras atividades.
No dia 24, a visitante foi recebida pela equipe do PAI-PJ em Itaúna, que é um programa de atenção integral ao paciente judiciário portador de sofrimento mental, onde pode conhecer o trabalho que é realizado, bem como trocar ideias e experiências. Ademais, foi apresentada pela Dra. Cristiane Santos ao projeto de criação de uma APAC juvenil na cidade, que tem tido o apoio de grande parcela da sociedade, inclusive alguns empresários, bem como do Poder Judiciário local.
No último dia de sua visita, a capelã foi calorosamente recebida pela presidente da APAC de Nova Lima/MG, Sra. Sandra Tibo e sua equipe, que apresentou todas as dependências do Centro de Reintegração Social.

Sabe abaixo, uma pequena entrevista realizada com a visitante.
FBAC: Deborah, como você ficou sabendo sobre o Método APAC?
Deborah: Eu sempre quis aprender sobre programas que são efetivos na reabilitação de presos. Neste sentido, estava sempre lendo matérias na internet relacionadas a programas cristãos que proporcionam esta recuperação, quando encontrei temas que tratavam sobre a APAC. Além disso, me lembro de uma vez que ouvi a respeito das APACs, o que ocorreu há mais de 10 anos em um congresso, mas naquele tempo eu não tinha condições de poder conhecê-lo presencialmente. Contudo, Deus foi tão generoso comigo, que agora que estou de férias do meu trabalho, pude entrar em contato com a Prison Fellowship International, e me foi indicado contatos para que eu pudesse conhecer pessoalmente o trabalho apaqueano no país.
FBAC: O que mais lhe chamou a atenção durante os quatro dias de visita?
Deborah: É difícil dizer o que mais chamou minha atenção durante este período, pois há inúmeros pontos interessantes, como por exemplo, o jeito comunitário em que trabalham os recuperandos e como se ajudam. Normalmente em prisões temos uma expressão britânica que diz “cada homem por si”, que quer dizer que você está sozinho e faz o que tiver que ser feito para sobreviver, mas na APAC é totalmente o oposto, pois há uma cooperação muito grande entre eles, o que eu nunca pensei que pudesse encontrar em uma prisão; a grande diferença no modo em que a equipe da APAC se relaciona com os recuperandos é magnífica, pois é como se fossem uma grande família, onde todos se respeitam e se compreendem; os recuperandos tem total liberdade de se deslocarem e interagir com as visitas no Centro de Reintegração Social, ademais de eles próprios auxiliarem na administração de seus próprios regimes de cumprimento de pena conjuntamente com a administração da APAC. Vale ainda salientar o fato de eles próprios terem as chaves de todo o Centro em suas próprias mãos, e você estar sempre rodeado de pessoas que cometeram crimes, mas não há absolutamente nada com que se preocupar, pois tudo é muito seguro. O modo como os recuperandos respondem com a confiança que é depositada neles, coloca-os em uma posição de responsabilidade e cria um vínculo muito forte de cooperação. A todo o momento você tem milagres de Deus acontecendo dentro da APAC, pois é algo inacreditável e deve ser conhecido por todos.
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