Brasil é terra de contrastes. Onde se encontra um dos sistemas carcerários mais cruéis do mundo, dominado por superlotação e revoltas organizadas pelo crime, também, se encontra um exemplo mundial que busca pela recuperação das pessoas. A jornalista holandesa Stijntje Blankendaal passou alguns dias em duas unidades da APAC, em Itaúna e Santa Luzia, no fim do ano passado. Em Santa Luzia, presenciou um treinamento de liderança para um grupo de recuperandos. Ela recebeu do diretor executivo da FBAC, Valdeci Ferreira, liberdade total para falar com qualquer recuperando que quisesse. Ouviu muitas histórias de vida impactantes, inclusive a do próprio Valdeci, que virou protagonista da reportagem feita para a revista de opinião holandesa Vrij Nederland.
Blankendaal recebeu também o convite da diretora da unidade prisional em Pará de Minas, também em Minas Gerais, Sara Simões, para passar um dia de trabalho com ela, num ambiente nada fácil, tendo que lidar com superlotação e com algumas pessoas presas com problemas de saúde mental. A diretora mostrou como procura momentos de alegria e oportunidades para os ‘seus presos’. Mas o ambiente de violência, que gira em volta da cadeia, tem um impacto negativo na vida de qualquer um, como a própria diretora relatou, num encontro com muita transparência e sinceridade.
Clique aqui para conferir a matéria publicada na revista holandesa Vrij Nederland.
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