APAC de Itaúna comemora 18 anos do novo C.R.S e como presente inaugura o Viveiro de Mudas “Marco Elisio Chaves Coutinho”
Aconteceu, na manhã do dia 29 de junho, a comemoração do 18º aniversário do Centro de Reintegração Social da APAC de Itaúna e a inauguração do Viveiro de Mudas “Marco Elísio Chaves Coutinho”.
O evento, que contou com a presença do prefeito de Itaúna, Osmando Pereira, do presidente da Câmara de Vereadores, Francis Saldanha, do juiz e do promotor da Comarca de Itaúna, Paulo Antônio de Carvalho e Daniel Batista Mendes, …, do diretor executivo da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, Valdeci Antônio Ferreira, além de diversos representantes da comunidade, diretoria, voluntários, funcionários e recuperandos da APAC de Itaúna, iniciou-se com uma celebração ecumênica, ministrada pelo Pe. Antônio Carlos e pelo Pr. Enderson Figueiredo. Em seguida, os presentes se deslocaram até o viveiro de mudas, que foi estruturado em um terreno doado pelo Poder Executivo Municipal, anexo ao CRS da APAC.
Em seu pronunciamento, a presidente da APAC de Itaúna, Lídia Vilela, enalteceu o juiz Paulo Antônio, que há 18 anos atrás, entregou a chave do CRS, que até então seria administrado pela polícia, para a APAC administrar, se tornando assim a segunda APAC no mundo a administrar um presídio sem o concurso de policiais. Agradeceu ao promotor Daniel Batista, o responsável por destinar os recursos de multas ambientais, que proporcionaram a estruturação do horto. Também fez menção à responsável pelo projeto, a bióloga Carolina Silveira, que não mediu esforços para torna-lo realidade.
Dr. Paulo disse que o viveiro de mudas está diretamente ligado à questão do resgate do ser humano. “O recuperando que estiver trabalhando no horto, produzindo vida, seguramente estará trabalhando a sua reconstrução interior”.
Dr. Daniel ressaltou a importância do projeto, tanto no processo de ressocialização dos recuperandos, que irão aprender um novo ofício e replicá-lo, quanto do ponto de vista ecológico, pelo significativo número de mudas que serão espalhadas no meio ambiente.
O prefeito Osmando salientou a importância da APAC e da participação da comunidade neste processo. “A participação da comunidade é de fundamental importância em tudo, principalmente em obras como essa, obras que cuidam da vida. Agradeço a oportunidade de poder estar aqui, e em nome de toda a comunidade itaunense, tudo o que cada um tem feito por esta instituição”.
O vereador Francis, que está à frente do projeto da APAC Juvenil, lembrou o papel especial que a APAC tem em sua família, sendo sua irmã Josete a primeira presidente deste atual Centro de Reintegração Social, inaugurado em 1997.
Valdeci iniciou sua fala relembrando há 30 anos atrás, quando do início do trabalho de visitação à cadeia pública de Itaúna, depois o sonho de implementar na cidade a experiência de São José dos Campos/SP, uma prisão sem polícia. Um projeto ambicioso, ousado e totalmente desconhecido. Sem nenhum recurso do Poder Executivo, a comunidade de Itaúna se organizou para a construção do primeiro Centro de Reintegração Social, onde hoje funciona a APAC feminina. “Ao longo desta história, diante de tantos desafios, eu tive que me somar a outras pessoas, e dentre tantas pessoas que Deus colocou no meu caminho, uma delas foi o professor Marco Elísio Chaves Coutinho. Mais do que um amigo, um irmão de caminhada. Aquele que ia na frente abrindo as portas, para que depois eu e outras pessoas da nossa equipe pudesse chegar. Nada mais justo que este espaço receba seu nome. Um homem que já se preocupava com as questões ambientais, quando ninguém sabia o que isto significava. Para que nós saibamos, definitivamente, que no jardim da humanidade o que não está nascendo, está morrendo.
Na sequência, aconteceu o descerramento da placa do Viveiro de Mudas “Marco Elísio Chaves Coutinho”, pelo próprio homenageado
O viveiro irá produzir de 60 a 100 mil mudas por ano, entre nativas, ornamentais, exóticas e frutíferas, que irão abastecer todo o mercado local. Além de mais uma opção de oficina profissionalizante para os recuperandos, um sopro de vida e esperança para nossa tão sofrida mãe-terra.

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