De 9 a 11 de março, a equipe de internacionalização da FBAC acompanhou a visita da comitiva paraguaia às APACs de Belo Horizonte, Betim e TJMG. O objetivo da expedição foi de estreitar laços e aprofundar o conhecimento sobre o funcionamento do Método APAC. A delegação, composta por representantes do Ministério da Justiça do Paraguai e do Governo do Departamento do Boquerón, foi liderada pelo Vice-Ministro de Política Criminal, Ruben Maciel, e pelo Governador de Boquerón, Harald Bergen. A comitiva também contou com a presença de importantes autoridades, como Maria Rosalia, Diretora de Bem-estar e Reinserção Social do Ministério da Justiça paraguaio, e Thomas Wiebe, Diretor Jurídico da Cooperativa Menonita Chortizer Lama Boqueron.

Além deles, estiveram presentes Felix Duarte, Presidente da APAC Paraguai; Willi Toews, Diretor Executivo da Confraternidade Carcerária; e Eduardo Oliveira, Consultor da Hoffnungstrager. Representando a FBAC, a Diretora-Geral, Tatiana Faria e o Diretor do CIEMA, Valdeci Ferreira, acompanharam a agenda, reforçando o apoio institucional da Fraternidade ao projeto. Todo o suporte técnico e a articulação da visita foram conduzidos pela Gerência de Relações Internacionais, liderada por Denio Marx, com o apoio estratégico da analista Gabriela Meyer e da assistente Alícia Maria.

O objetivo da visita foi apresentar a estrutura e a metodologia de reintegração social das APACs brasileiras, visando a expansão do método no Paraguai. A comitiva teve a oportunidade de conhecer de perto a aplicação do modelo de reintegração, com foco na construção de um Centro de Reintegração Social (CRS) na região do Boquerón, no El Chaco, no Paraguai. Diferente das APACs já existentes no Brasil, que funcionam em parceria com os presídios, o novo CRS no Paraguai será uma unidade completamente independente.

Desde 2021, a FBAC mantém um diálogo estreito com o Ministério da Justiça do Paraguai para consolidar o método APAC no país. A APAC Paraguai, inaugurada em 2022, está instalada dentro da prisão de Coronel Oviedo e tem sido um marco na implantação do método no território paraguaio. A expansão do movimento no país tem se consolidado ao longo dos últimos anos, com diversas missões entre Brasil e Paraguai, sempre com o objetivo de fortalecer e expandir o modelo APAC.

A visita de 2024 do Ministro de Justiça paraguaio e da Diretora de Obras do Ministério em 2025 resultou em importantes avanços, incluindo a criação de uma APAC feminina que também funcionará dentro de um presídio próximo à Capital, Assunção. Além disso, em uma recente audiência pública realizada no Estado de El Chaco, diversas autoridades discutiram a implementação de uma nova APAC na região.

Este encontro com a comitiva paraguaia foi um marco significativo na trajetória do movimento APAC no país vizinho. A equipe de internacionalização da FBAC acompanhou a visita nas APACs de Belo Horizonte e Betim, além de participar de uma reunião institucional na Presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, onde foram discutidos os próximos passos para a implementação do método no Paraguai.

O gerente de Relações Internacionais da FBAC, Denio Marx, destacou a importância estratégica dessa visita, afirmando que ela representa um divisor de águas para o movimento APAC no Paraguai. “Após tantos avanços, esta visita trouxe um novo olhar e um interesse renovado no modelo, além de proporcionar uma maior compreensão das estruturas físicas e da aplicação prática da metodologia”, afirmou Marx.

O próximo passo para a expansão do Método no Paraguai é transformar a APAC em uma política pública, com o objetivo de garantir sua continuidade, independentemente das mudanças políticas. A base do método já está estabelecida no país, e agora é necessário consolidar bases legais e legislativas que sustentem o projeto. Entre as ações futuras, estão previstas novas visitas ao Brasil, a realização de um grande seminário no Paraguai e a construção de um projeto de lei para garantir a institucionalização da APAC no país.

O movimento APAC segue firme em sua expansão internacional, e o Paraguai está cada vez mais próximo de adotar a metodologia como um modelo de reintegração e recuperação social, com respaldo jurídico e institucional.

 

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