A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de Frutal sediou pela primeira vez, no dia 9 de junho, o Festival da Canção Prisional – FESTIPRI – (região do Triângulo Mineiro), idealizado pela Secretaria de Estado de Administração Prisional (SEAP) e pela Diretoria de Ensino e Profissionalização (DEP).
Quando convidada pela primeira vez no início do ano, a Apac Frutal realizou internamente um festival nos mesmos moldes que o festival idealizado pela SEAP e pela DEP a fim de escolher previamente a música que representaria a unidade nas fases seguintes do festival.
Os festivais anteriores aconteciam em único local do estado de Minas Gerais e as unidades eram convidadas a participar. A novidade desse ano foi segmentar o festival por regiões mineiras, moldando o evento a nível regional. “Anteriormente, o Festipri era chamado de Festipen, mas com a mudança da secretaria, a SEAP tem como prioridade a humanização – por isso a escolha do tema “Refletir para humanizar por intermédio da musicalidade”, afirma Lívia Napoleão, uma das organizadoras e integrantes da Diretoria de Ensino e Profissionalização.
Quanto à escolha do local para realizar a final na região do triângulo mineiro, a organizadora da DEP disse que o fato de a Apac Frutal ter uma estrutura adequada e ter tomado a iniciativa de realizar um festival interno, contribuiu para que os organizadores escolhessem a associação de Frutal como palco para final do evento. A organização aqui em Frutal ficou sob a responsabilidade da Encarregada de Oficina, Juliana Freitas e da Coordenadora Pedagógica da Associação, Andrea Ribeiro.
Para a realização da final estava previsto três participantes: Daniel Jonata Júnior Mendes, representando o Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo em Carmo do Paranaíba com a música Mundinho Desigual, mas que por motivos internos da unidade onde se encontra, foi impedido de participar da final; o recuperando da Apac Frutal, Sidney Aparecido Ferreira com a música Testemunho de Duas Vidas e o recuperando da Apac de Araxá, Thiago Vargas de Carvalho com a música Todo Tempo.
Os jurados Zilma de Oliveira (jornalista e assessora de imprensa do Hospital Frei Gabriel), Eliane Lacerda (musicista), a cantora Leslye de Paula e a dupla Rildo e Riany tiveram a tarefa de avaliar os seguintes critérios: letra, música, originalidade, tema, desenvoltura no palco, interpretação/expressão, voz/afinação e interação com a plateia.
Tanto a música Testemunho de Duas Vidas como a música Todo Tempo obtiveram a mesma pontuação, consagrando-se como as campeãs do festival a nível regional do Triângulo Mineiro.
Além das apresentações dos recuperandos, a dupla Rildo e Riany e a cantora Leslye de Paula também abrilhantaram a final do festival com suas participações.
Augusto Martins
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