Em pleno funcionamento há quase quatro meses, a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Pato Branco surgiu do desejo de um grupo de representantes da Pastoral Carcerária e da Igreja Católica de humanizar as condições de vida dos presidiários e recuperá-los socialmente.

Foram 16 anos de luta para que a APAC de Pato Branco se tornasse realidade. Através da doação do terreno pelo município, doações da comunidade e eventos para arrecadação de fundos, a estrutura foi construída no bairro Vila Verde e em meados de 2014 um convênio entre o Governo do Estado e a associação garantiu o início das atividades da entidade.

Hoje, a APAC de Pato Branco é a segunda do Paraná e tem capacidade para abrigar 20 recuperandos que cumprem pena no regime semiaberto, mas possui 10 internos no momento.
Frei Vitalino conta que a igreja tem dado suporte aos recuperandos, valorizando sua autoestima. “Não adianta ir lá só para rezar. Nós precisamos estar lá juntos para crescermos juntos. Estimulamos que eles se valorizem, para que eles acreditem que podem fazer um futuro diferente”, ressalta.

Rinaldo Cláudio Guimarães, secretário executivo da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), ele próprio um ex-recuperando, esteve no município para contar sua experiência aos internos da APAC de Pato Branco e falar sobre o método de trabalho da associação.

“O Método APAC tem se mostrado uma alternativa viável na recuperação de condenados. A prova disso são os nossos baixos índices de reincidência. Quem trabalha na APAC tem que entender que é uma missão de vida e a nossa matéria-prima não é bruta, ela tem coração, pensa e tem sentimentos. E nós temos que entender que estamos juntos fazendo uma sociedade melhor. Quem ganha com o trabalho da APAC não sou eu ou você, é toda a comunidade. A questão prisional é uma questão social”, diz Rinaldo.

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