Em visita à Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de São João del Rei realizada no dia 06, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais verificou diferenças entre as unidades masculina e feminina da instituição. Os homens estão abrigados em novas instalações, em funcionamento desde junho. As mulheres ficam num galpão alugado. A visita foi solicitada pelo deputado Durval Ângelo. O novo prédio da APAC masculina tem capacidade para receber 168 recuperandos nos trabalhos de ressocialização, mas atende atualmente 120, nos regimes fechado e semiaberto.
O deputado Durval Ângelo criticou o sistema tradicional, classificado por ele como “indústria do preso”, em que o custo por detento gira em torno de R$ 3 mil mensais. Em comparação, na APAC de São João del Rei, o Estado gasta mensalemtne R$ 816, em média, para manter cada recuperando do sexo masculino. No caso das recuperandas, o custo é de R$ 695 por mês.
Na visita, o deputado foi recepcionado pelo presidente da APAC, Antônio Carlos de Jesus Fuzatto. Antes de conhecer as novas instalações da unidade masculina, o parlamentar visitou a APAC feminina, que abriga 46 recuperandas. A unidade consegue receber a totalidade de detentas da região, no entanto, a encarregada de segurança Maria Nazareth dos Santos destacou a necessidade de melhoria das condições de funcionamento da unidade, instalada em um galpão alugado. Durval Ângelo destacou que, se os recursos do governo do Estado destinados às APACs fossem reajustados para R$ 900 ou R$ 1 mil por recuperando por mês, seria possível atender às demandas.
Um dos desdobramentos desta visita realizada, será uma outra, desta vez à APAC de Alfenas, para discutir e conhecer os trabalhos de ressocialização realizados pela instituição e ouvir demandas do sistema prisional da região. A audiência pública acontece hoje, às 17h, na sede da APAC de Alfenas.

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