O mercado nacional de panificação e confeitaria tem enfrentado grandes gargalos, nos últimos meses, pela falta de mão de obra qualificada. Em Minas Gerais, a situação não é diferente. Por isso, o Instituto Minas Pela Paz, por meio do Programa Regresso, levou cursos de qualificação em panificação e confeitaria para dentro da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) da cidade de Pirapora e possibilitou a formação de 24 recuperandos, que receberam no dia 24/10, em uma solenidade especial, o certificado de conclusão do curso.
Durante dois meses, os recuperandos da APAC de Pirapora se dedicaram ao curso oferecido pelo Programa Regresso, em uma parceria com a Fundação Avsi, a União Européia e o Sesi/Senai. Neste período, eles literalmente colocaram a mão na massa e se prepararam para um mercado promissor e disputado, que paga, atualmente, um salário médio inicial de R$ 800, podendo chegar a R$ 5 mil em padarias renomadas. O gestor do Instituto Minas Pela Paz, Maurílio Pedrosa, acompanhou de perto a instalação do curso na cidade e acredita que esta profissão pode marcar uma importante virada na vida dos recuperandos. “A qualificação oferecida, por meio do programa Escola Móvel Sesi/Senai, e a dedicação dos recuperandos os tornam aptos para encarar este desafio e transformar sua realidade ao cumprirem a pena”.
Após a certificação profissional, os recuperandos continuarão sendo assistidos pelo Programa Regresso, que focará seus esforços em um novo desafio. “O nosso próximo passo é promover a inserção dos formandos no mercado de trabalho. Por isso, já iniciamos as ações de mobilização e sensibilização de empresários do setor de panificação da região para efetivar a contratação dos novos padeiros qualificados”, afirma Pedrosa.
Comments are closed